Em fevereiro de 2026, a AISP reforçou a parceria com uma empresa tecnológica portuguesa para o desenvolvimento e evolução de uma plataforma de Gestão Documental com Inteligência Artificial (IA) integrada e totalmente configurável às necessidades de cada organização.
Além disso, a iniciativa surge num contexto em que os processos documentais são cada vez mais complexos e exigem soluções capazes de acompanhar diferentes setores, estruturas organizacionais, geografias, requisitos e formas de trabalhar.
A aposta conjunta pretende responder precisamente a esta realidade: disponibilizar uma plataforma que não obrigue as organizações a adaptar os seus processos a um modelo rígido, mas que possa ser configurada de acordo com as necessidades específicas de cada cliente.
Uma plataforma configurável desde a origem
Na verdade, cada organização gere a documentação de forma diferente.
Por exemplo, os requisitos podem variar por cliente, projeto, país, atividade, empresa, trabalhador ou equipamento.
Também os fluxos de análise, estados, responsabilidades e critérios de validação podem ser diferentes.
Por isso, a configurabilidade assume um papel central na evolução da plataforma.
A solução está a ser desenvolvida para permitir adaptar diferentes componentes do processo, incluindo:
– tipos e requisitos documentais;
– campos e estruturas de informação;
– estados e workflows;
– processos de aprovação e rejeição;
– perfis e permissões;
– empresas, trabalhadores e equipamentos;
– projetos e centros de trabalho;
– notificações e alertas;
– indicadores e dashboards;
– diferentes idiomas e geografias.
Assim, o objetivo é permitir que a plataforma acompanhe a realidade da organização e possa continuar a evoluir à medida que os processos mudam.
IA integrada na plataforma de Gestão Documental
Outro dos elementos centrais desta evolução é a integração de capacidades de Inteligência Artificial diretamente no processo documental.
Por exemplo, a IA pode apoiar tarefas tradicionalmente dependentes de tratamento manual, como:
– leitura de documentos;
– identificação do tipo documental;
– extração de informação relevante;
– reconhecimento de datas e entidades;
– estruturação automática de dados;
– apoio à comparação entre documentos e requisitos;
– identificação de potenciais inconsistências;
– tratamento de documentação em diferentes idiomas.
No entanto, o objetivo não é apenas acelerar tarefas.
É transformar documentação não estruturada em informação que possa ser utilizada dentro do próprio processo de Gestão Documental.
Do documento aos dados
Esta evolução representa também uma mudança na forma de encarar a Gestão Documental.
Assim, o documento deixa de ser apenas um ficheiro armazenado na plataforma.
A informação que contém pode passar a alimentar campos, processos, indicadores e decisões.
Desta forma, isto permite evoluir progressivamente de uma lógica centrada no arquivo para uma lógica baseada em informação estruturada.
Em vez de consultar manualmente centenas ou milhares de documentos para encontrar determinada informação, as organizações podem começar a utilizar essa informação diretamente nos seus processos e dashboards.
Tecnologia portuguesa orientada para necessidades reais
O reforço desta parceria traduz também uma aposta da AISP em tecnologia desenvolvida em Portugal e numa relação mais próxima entre desenvolvimento tecnológico e conhecimento funcional.
A experiência da AISP na implementação e operação de processos de Gestão Documental permite identificar necessidades concretas dos utilizadores e das organizações.
Essas necessidades podem, assim, ser consideradas na evolução da própria solução tecnológica.
Esta proximidade é particularmente importante num mercado em que as organizações procuram cada vez menos produtos fechados e cada vez mais plataformas capazes de acompanhar a evolução dos seus processos.
Uma plataforma de Gestão Documental com IA preparada para evoluir
Uma organização pode começar por gerir documentação de empresas e trabalhadores.
Mais tarde, pode querer integrar equipamentos.
Depois, acrescentar workflows.
Criar indicadores.
Ligar sistemas externos.
Introduzir Inteligência Artificial.
Ou expandir o processo para outras geografias.
Por isso, a plataforma deve conseguir acompanhar esta evolução sem obrigar à reconstrução permanente do sistema.
É precisamente esta capacidade de adaptação que orienta a parceria reforçada pela AISP em fevereiro de 2026.
Gestão Documental configurável, Inteligência Artificial integrada e tecnologia preparada para evoluir com cada organização.
Por fim, é esta a direção em que a AISP-GEDOC pretende continuar a desenvolver a sua oferta.
Leia também: Gestão documental digital: cuidados essenciais na implementação de plataformas e GEDOC: gestão documental especializada, contínua e sem esforço.
Para saber mais sobre a estratégia europeia para a Inteligência Artificial, consulte o site da Comissão Europeia.