Documentos que alimentam automaticamente bases de dados e relatórios

Durante muito tempo, um documento terminava o seu percurso quando alguém o arquivava. Hoje, graças à extração de dados documentais, pode ser apenas o início.

 

 

Além disso, com Inteligência Artificial, é possível extrair e estruturar a informação contida nos documentos e utilizá-la automaticamente noutros pontos da organização.

 

Ou seja, um certificado, um relatório, uma ficha técnica, uma evidência ou um registo pode deixar de ser apenas um ficheiro consultável e passar a alimentar:

  • Bases de dados
  • Relatórios
  • Indicadores
  • Dashboards
  • Processos de validação
  • Mecanismos de controlo e decisão

 

Porque a extração de dados documentais é relevante

Por isso, para mim, esta é uma das evoluções mais importantes da Gestão Documental.

 

Porque reduz tarefas manuais, evita duplicação de informação e permite que os dados circulem de forma mais rápida, consistente e útil.

 

Na prática, a informação deixa de estar “presa” no documento.

 

Desta forma, passa a entrar diretamente nos processos onde faz falta.

 

O impacto na área HSE

Por exemplo, na área HSE, onde existe um volume elevado de documentação e necessidade permanente de controlo, esta capacidade pode representar uma diferença muito significativa em eficiência, rastreabilidade e qualidade da informação.

 

Assim, o documento deixa de ser o fim do processo. Passa a alimentar o sistema.

Na verdade, é esta mudança que considero verdadeiramente relevante: transformar documentação em dados que trabalham para a organização.

Leia também: O futuro da IA nas plataformas de gestão documental e Automação na gestão documental: simplificando processos e economizando tempo.

Quando os documentos contêm dados pessoais, a extração de dados documentais deve respeitar o RGPD e as orientações da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD).